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Edição 16
:: Ano 2009 |
| Editorial
Notícias "Quentes" - CIES, BRC e outros
Este é o nosso primeiro Food Design News do ano de 2009. Como o conteúdo dos nossos informativos é gerado pelos nossos técnicos, em virtude de seu envolvimento com a formação de nossa equipe em novas normas, ficamos por algum tempo sem atualizá-lo. Gostaria, em meu nome e no da equipe Food Design, de pedir desculpas aos nossos leitores.
Como contrapartida, trazemos nesta edição notícias “quentes” da recente Conferência sobre Segurança de Alimentos, realizada em Barcelona e promovida pelo CIES, entidade que sedia o GFSI – Global Food Safety Initiative. Este evento, em nossa opinião, ficará como o mais importante acontecimento internacional da área neste ano.
Trazemos, ainda, noticias relevantes captadas diretamente no evento do BRC - British Retail Consortium, em Londres, dentre as quais o anúncio da adesão do RILA às normas do BRC.
Além das reportagens sobre estes eventos, veja as entrevistas sobre o trabalho do Comitê de Segurança de Alimentos da ABRE - Associação Brasileira de Embalagem - e sobre a norma BRC IoP de embalagens, aplicável a alimentos, cosméticos produtos de higiene e farmacêuticos, dentre outros.
E o que teria uma prática oriental como o liang gong a ver com a implementação da norma OHSAS 18001? Leia e descubra.
Boa leitura e até breve,
Dra Ellen Lopes e Equipe Food Design
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“The Big Debate”- CIES International Food Safety - Barcelona 2009
O CIES - Comité International d’Entreprises à Succursales - reúne CEOs e dirigentes de empresas varejistas e produtoras de alimentos de mais de 50 países. Sua missão é promover a troca de informações e incentivar a convergência de posicionamentos em assuntos estratégicos, dentre os quais a segurança de alimentos. Em 2000, o CIES lançou a iniciativa denominada GFSI (Global Food Safety Initiative), com o objetivo de promover a convergência entre as diversas normas de segurança de alimentos.
Na esteira desta iniciativa, o CIES promoveu neste ano, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, em Barcelona, um encontro entre altos executivos de empresas globais de alimentos, incluindo produtores e grandes redes varejistas, entidades internacionais de normalização e de certificação, e os mais renomados estudiosos de segurança de alimentos. O objetivo foi discutir o futuro de dois movimentos antagônicos: um que defende a criação de normas que contemplam visões ou interesses setoriais – como é o caso de BRC, IFS e SQF - e outro que propõe normas internacionais, como a ISO 22000 e as normas Codex Alimentarius de segurança de alimentos.
Palestrantes das mais diversas especialidades tiveram voz para expor seus pontos de vista e apresentar idéias por vezes não convencionais. Executivos de empresas, membros de governos e acadêmicos se revezaram no púlpito do salão principal e das salas paralelas, enquanto nas mesas redondas os participantes exerciam um diálogo direto.
J.P. Suarez, do Conselho de Diretores do GFSI e Vice Presidente Corporativo do Wal -Mart, International Division, abriu o evento anunciando que dele participavam neste ano 530 pessoas, provenientes de 44 países. A seguir, apresentou os objetivos e prioridades para 2009, sendo uma delas o processo de benchmarking com a norma ISO 22000, que deverá ser concluído até maio deste ano. Suarez encerrou afirmando que “segurança de alimentos é uma das áreas de importância tal, que não podemos nos dar ao luxo de focar somente quando o negócio vai bem”.
Para acompanhar o evento, a Food Design enviou sua diretora executiva, Ellen Lopes. Sua impressão é a de que “já houve grande evolução na harmonização das normas de segurança de alimentos, como foi destacado por J.P. Suarez do Wal-Mart”; entretanto, relata que “embora o GFSI continue se esforçando em prol da harmonização das normas de segurança de alimentos, a tendência de proliferação de normas setoriais, por mais polêmica que seja, é uma realidade, derivada das diferentes visões e forças do mercado”. Ellen conclui afirmando que “a Food Design tem acompanhado de perto o trabalho do GFSI e, antecipando-se à tendência de adoção das normas harmonizadas por esta entidade, já formou sua equipe de consultores nas normas BRC e IFS, inclusive na norma BRC IoP para embalagens. Como parte da nossa filosofia de sermos parceiros das certificadoras, já temos a aprovação de vários de nossos profissionais como auditores do BRC e do IFS, para que, de forma independente, estejam prontos a colaborar com as empresas que realizam certificação”.
Nota: Ellen Lopes é ATP- Approved Training Provider a convite do BRC – British Retail Consortium desde 2007.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Fonte: catálogo do evento
Suarez, do GFSI, vê progresso rumo à harmonização das normas
Durante o CIES, em Barcelona, J.P. Suarez, do Conselho de Diretores do GFSI e Vice Presidente Corporativo do Wal-Mart, apresentou os objetivos e prioridades do GFSI para 2009. A seguir, reproduzimos uma entrevista concedida ao Food Design News depois do evento.
Que tema ou discussão chamou mais a sua atenção durante as conferências?
O debate sobre como a segurança de alimentos deveria ser gerenciada nesses tempos desafiadores na economia global é algo muito importante para todos nós, já que não podemos permitir que a segurança de alimentos seja vista como um luxo reservado apenas para períodos de prosperidade. Também ficou muito claro, durante os vários fóruns, que nossa capacidade de engajar líderes políticos e regulatórios terá uma importância crítica para garantir que eles entendam o alcance e o impacto do GFSI - Global Food Safety Initiative.
Houve alguma idéia apresentada durante o fórum que o senhor considere inovadora?
Foram apresentadas muitas idéias interessantes, incluindo uma fantástica apresentação sobre novas abordagens de pasteurização em alta pressão que estão sendo utilizadas pela Hormel Foods, e que reduzem eficazmente os riscos de contaminação ao mesmo tempo em que ajudam a preservar o frescor do produto.
Existe ainda muito a ser feito como parte do desafio de manter a eficácia da segurança de alimentos?
Certamente ainda há muito a fazer, mas passos enormes já foram dados para melhorar as condições dos alimentos pelo mundo afora. Com a ampla adoção do GFSI por diversos varejistas e fornecedores, além de outros stakeholders como empresas da área de food service, estamos vendo passos significativos rumo à harmonização de um sistema de segurança de alimentos de excelência, em escala mundial.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

J. P. Suarez do Conselho do GFSI. Ao fundo membros da mesa redonda.
CIES Barcelona 2009 – O futuro das normas na opinião dos experts
Durante o CIES em Barcelona, vários especialistas e executivos de grandes empresas da área de alimentos expressaram suas opiniões, alguns se posicionando a favor da convergência em torno dos sistemas internacionais de normas ISO e Codex Alimentarius, e outros a favor de normas setoriais. A relação com as autoridades regulatórias também foi tópico de discussões.
Kevin McKinley, Secretário Geral da ISO Genebra e um dos membros do comitê técnico que estabeleceu a série de normas ISO 9000 entre 1996 e 2000, defendeu o uso das normas ISO e da entidade, caso haja a necessidade de se criarem novas normas setoriais.
Michael Robach, Vice Presidente responsável por assuntos regulatórios e de segurança de alimentos da Cargill Inc., defendeu a adoção das normas ISO 22000 em conjunto com os códigos de práticas estabelecidos pelo Codex Alimentarius para pré-requisitos. Segundo Robach, esta é a orientação que tem sido dada às afiliadas de sua empresa.
Defendendo o uso do Codex Alimentarius, Marcos Campos, da Bertin Alimentos, assim se manifestou para o Food Design News: “Essa deveria ser a norma de referência, porque é mais abrangente e coloca uma visão sistêmica. É um sistema mais justo. Quanto mais especificidade houver numa legislação, maior a margem para interpretações e discordâncias. A União Européia faz isso frequentemente, dando uma leitura para um país membro e outra para um país de fora do bloco”.
Um debate acalorado ocorreu quando, em uma das mesas redondas, o representante do presidente do conselho do SCV - Foundation for the Certification of Food Safety, entidade responsável pela norma Dutch HACCP, anunciou o lançamento de mais uma norma - a FSSC 22000 - Food Safety System Certification Scheme. Esta norma nada mais é do que uma junção da própria ISO 22000 com o PAS 220 - norma de pré-requisitos patrocinada pela Confederação das Indústrias de Alimentos e Bebidas da União Européia, com a colaboração de Kraft, Danone, Nestlé e Unilever. Alguns participantes questionaram a utilidade da norma proposta, já que uma certificação em ISO 22000 prevê a adequação dos pré-requisitos à legislação e às necessidades dos clientes.
O professor David Hughes, do Imperial College of London, defendeu enfaticamente a manutenção das normas para a segurança dos ingredientes numa cadeia de produção cada vez mais complexa. E alertou para as crescentes exigências do consumidor num cenário cada vez mais globalizado.
Por sua vez, o diretor do CDC, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, Dr. Art Liang, fez um relato sobre os recentes surtos de Salmonella nos Estados Unidos, enfatizando que uma relação harmoniosa entre o governo e a indústria é o caminho para um bom gerenciamento da segurança de alimentos e para a prevenção de contaminação. O Dr. Art Liang, respaldado por outras opiniões de peso, dirigiu um alerta aos dirigentes das empresas de alimentos: “Mesmo que você fique tentado a cortar gastos com segurança de alimentos em tempos de crise, não faça isso".
Na mesma linha de tendência, Jill Hollingsworth, Vice Presidente responsável pelos programas de segurança de alimentos do Food Marketing Institute, dos Estados Unidos, abordou as vantagens da norma SQF e anunciou várias melhorias recentemente incorporadas ao sistema. Ela destacou que o FDA - Food and Drug Administration - publicou um guia para a certificação voluntária de terceira parte, onde consta a informação de que o governo daquele país apóia programas de certificação voluntária como um dos meios para atingir o nível apropriado de segurança de alimentos, e para permitir que as agências regulatórias federais alcancem seus objetivos de maneira mais eficiente.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Dr. Art Liang, do CDC USA
Liang Gong: movimento para o sucesso da OHSAS 18001
Consciente da importância do bem estar de seus colaboradores, a Food Design tem procurado integrar práticas milenares como yoga e liang gong ao ambiente da empresa. Recentemente, introduziu esta última em curso para seus consultores.
Não é de hoje que se sabe que as atividades físicas ajudam, e muito, a melhorar a saúde, o rendimento e o bem estar das pessoas, tanto em sua vida pessoal como no ambiente de trabalho. Uma dieta equilibrada, horários regrados e um pouco de disciplina podem ajudar a garantir um dia-a-dia mais estável e menos conturbado numa época em que o stress e as tensões do cotidiano nos bombardeiam sem parar.
Na China, o trabalho é praticamente uma religião, tamanho o fervor com que é realizado. Paralelamente a isso, há um segredo que pode ajudar a explicar a longevidade dos trabalhadores do país mais populoso do mundo. Trata-se do liang gong (pronuncia-se “lian cong”), uma técnica de exercícios desenvolvida em 1974 pelo médico ortopedista Dr. Zhuang Yuan Ming, residente em Shangai.
Esta técnica, inspirada no Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan) para prevenir e tratar de dores no corpo e restaurar a sua movimentação natural, rendeu a Ming o Prêmio de Pesquisa Científica do governo chinês. A prática do liang gong se fundamenta nos mesmos conceitos básicos da medicina tradicional chinesa, conhecida por terapias como a acupuntura e o tui na.
Mas o que um exercício chinês pode agregar à vida de uma empresa? A resposta é: um novo “espírito”, e principalmente, o bem estar dos funcionários. Os exercícios, que podem ser feitos no próprio escritório, com a roupa do corpo e com pouco espaço livre ao redor, ajudam a diminuir o stress, aumentam a produtividade e diminuem significativamente os riscos de lesão.
O professor de liang gong Alexandre Omura explica os princípios básicos do exercício: “Através de movimentos globais de baixo impacto e com poucas repetições, a circulação da “energia” e dos nutrientes é estimulada. Isso promove uma melhoria no sistema imunológico e na manutenção física, mental e emocional. Ou seja, na saúde como um todo”.
Do ponto de vista empresarial e de sistemas da qualidade, o liang gong pode ser utilizado como um primeiro passo na implantação da norma OHSAS (Occupational Health and Safety Assessment Series), um sistema de gestão que tem como foco a segurança e saúde ocupacional, demonstrando, por uma atitude concreta, que a empresa se preocupa com o bem estar de seus funcionários.
E de que maneira o liang gong pode ajudar? O professor Alexandre Omura dá o caminho. “O liang gong pode ser empregado como um uma ginástica laboral, pois é vantajoso tanto para os colaboradores, ajudando a diminuir o stress, como para a empresa, reduzindo o absenteísmo causado por doenças ocupacionais. E mesmo que o colaborador não se ausente, trabalhar com dores no corpo reduz - e muito - a produção e a alegria de viver”, comenta. Ele conta que a introdução à prática pode ser feita por um professor, mas que livros, vídeos na internet e DVD’s também podem ajudar no aprendizado. No entanto, afirma que o primeiro passo é ter disciplina e a consciência de que fazer atividades físicas moderadas é uma necessidade básica para a manutenção da saúde.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Liang Gong durante curso interno da Food Design
Embalagem e segurança de alimentos em foco na ABRE
O Comitê de Segurança Alimentar da ABRE - Associação Brasileira de Embalagens - promoveu, ao longo de 2008, um ciclo de palestras de conscientização para empresas produtoras de embalagens. Nesses encontros, buscou-se fornecer embasamento técnico aos membros da entidade, iniciando por uma conscientização e sensibilização sobre segurança de alimentos para embalagens.
Nas palestras, ministradas na própria sede da ABRE pela Ellen Lopes, da Food Design, gerentes da qualidade e da produção de várias empresas produtoras e usuárias de embalagens compareceram para discutir questões como “Pré- requisitos para Segurança de Alimentos - com que rigor devem ser adotados?”, passando por tópicos mais recentes como “Rastreabilidade: como fazer? Até onde rastrear?” e as vantagens de adotar o sistema HACCP.
Outro tema abordado foi a importância crescente das normas BRC e ISO 22000. A norma BRC, desenvolvida pelo British Retail Consortium, é a mais específica das normas para embalagens, com foco em qualidade, segurança, higiene e legalidade. Apresenta a vantagem de ser aplicável também a fármacos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, e já vem sendo exigida para os fornecedores de algumas grandes empresas produtoras de alimentos. A norma ISO 22000, por outro lado, também é aplicável a embalagens de alimentos, porém seu foco está restrito à segurança dos alimentos.
Levando em conta que crescem a cada dia as exigências de segurança para embalagens, a ABRE foi pioneira em aprofundar a discussão sobre o tema, proporcionando uma imersão em diversos aspectos da questão. Os resultados dessa troca de experiências podem ser vistos na intenção de muitos gerentes, que afirmam já estarem buscando implementar ou aperfeiçoar seus programas de segurança de embalagens, tanto para alimentos como para cosméticos e produtos de higiene pessoal.
Segundo Luciana Pellegrino, Diretora da ABRE, o resultado esperado para o ciclo de palestras foi plenamente atingido. "As palestras transmitiram ao setor um panorama geral da abrangência da legislação, das normas e dos requisitos relacionados à segurança de alimentos, bem como as especificidades aplicadas à indústria de embalagens. Assim como a atividade industrial, a legislação está em constante aprimoramento, e a aproximação destas duas vertentes é essencial para buscar as melhores práticas de mercado".
Luciana argumenta, ainda, que as embalagens exercem papel muito maior do que o imaginado em nossas vidas e em nosso cotidiano. "A embalagem é uma ferramenta de proteção dos produtos com o objetivo de viabilizar o acesso dos diferentes públicos aos bens de consumo, alimentícios ou não. Desta forma, o melhor preparo das empresas para atender aos mais criteriosos programas de segurança resultará no sucesso do sistema produtivo e na melhoria da qualidade de vida de cada cidadão", finaliza.
Glaucia Higuti, Gerente da Qualidade da Brasilgrafica, relata que “Através das palestras, pude conhecer melhor as normas BRC/IoP e a ISO 22000, bem como suas exigências e abrangências. A diferença entre as normas foi muito debatida e bem entendida, dando maior objetividade e clareza para a implantação que buscamos. No meu entender, o ciclo de palestras realizado no ano passado, veio ao encontro do que é solicitado aos diferentes segmentos de embalagens. Assim, pudemos entender melhor o motivo das solicitações dos nossos clientes, bem como as ações que são esperadas de nossa parte”. Glaucia diz ainda que “Além das normas de Segurança de Alimentos, pudemos conhecer as dificuldades enfrentadas pelos diversos segmentos de embalagens, enriquecendo em muito os debates e o aprendizado. Acredito que os participantes hoje tenham uma melhor noção do que devem fazer, e como devem fazer para assegurar seus produtos. Como a Segurança de Alimentos é um quesito novo para o ramo, ainda há muitas dúvidas quanto à direção que se deve tomar. Saber que existem regras próprias direcionadas para embalagens é algo que agiliza o processo e dá maior segurança na implantação”.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Luciana Pellegrino. Diretora Executiva da ABRE.
Conferência do BRC em Londres reúne instrutores certificados
As normas do BRC- British Retail Consortium - estão sendo amplamente utilizadas por fornecedores de alimentos, atendendo à demanda de algumas das maiores redes globais de varejo. As normas BRC têm o objetivo de padronizar a qualidade, a segurança e os critérios operacionais, bem como o de garantir o cumprimento da legislação. Segundo o BRC, este é o principal programa global de certificação para este segmento, contando já com mais de 12.000 fornecedores certificados em 90 países. Para o setor de alimentos, as normas de interesse prioritário são a de Segurança de Alimentos, a de Embalagem e Materiais de Embalagem, e a de Estocagem e Distribuição.
A convite do próprio British Retail Consortium, Ellen Lopes, Diretora Executiva da Food Design, obteve em 2007 a certificação de instrutora da entidade para as normas globais BRC Food Safety, BRC Packaging e BRC Storage and Distribution. (ATP 104– Approved Trainer Provider).
Recentemente, a Food Design enviou Ellen Lopes à Conferência BRC 2009 de atualização e planejamento estratégico, realizada em Londres. Neste evento, foram discutidos vários pontos importantes para o futuro do BRC, com atualização em vários tópicos de auditoria e de treinamento, e com apresentações feitas por entidades que aderiram às normas BRC. Ellen anotou os relatos mais relevantes para dividir com os leitores do Food Design News.
Durante o evento, Casey Croust, Vice Presidente Senior da associação americana RILA - Retail Industry Leaders Association, anunciou em primeira mão a adesão da RILA às normas BRC. A RILA tem cerca de 200 empresas afiliadas, (dentre as quais o Wal-Mart) que juntas faturam mais de 1,5 trilhão de dólares em vendas. Posteriormente ao evento, a RILA anunciou em seu site o acordo com o BRC, afirmando que “este acordo posiciona a RILA como a principal voz da indústria em segurança de produtos de consumo”.
Geoff Spriegel, Diretor de Normas Globais do BRC, abriu o evento anunciando o novo Diretório de Fornecedores, já disponível no site do BRC, definindo a publicação como “uma ferramenta sofisticada de marketing e de oportunidades comerciais, pois dele constam os dados de cada fornecedor certificado”. Geoff também anunciou outras melhorias no sistema, como o upload automático dos relatórios de auditoria.
David Brackston, Gerente Técnico Senior do BRC, mostrou que o número de certificados na norma de estocagem e distribuição dobrou no ano passado, e disse que a acreditação do sistema pelo UKAS exigiu a publicação de um suplemento redefinindo o escopo para diferentes módulos, com ênfase na revisão de contrato.
John Kukoly, Gerente de Produtos Agrícolas e Alimentícios da QMI SAI Global, deu uma visão macro da diversidade de normas demandadas atualmente na América do Norte, ressaltando que há uma nova tendência: a demanda por certificações com base em normas harmonizadas pelo GFSI, sinalizada quando da adesão do Wal Mart às “normas do GFSI”, em dezembro de 2007. John afirmou que a direção do mercado está mudando - o BRC está sendo visto como pioneiro, mesmo que esteja entrando em um mercado onde existe já uma concorrência bastante bem estabelecida.
Stephen Ridge, Diretor Técnico da rede varejista britânica ASDA, recomendou o uso das normas BRC, especialmente a de Segurança de Alimentos, mencionado que para a ASDA, a certificação nesta norma é a “porta de acesso” para fornecedores e que a empresa faz visitas suplementares às auditorias do BRC.
Finalizando, Ellen informou que sua equipe de BRC está à disposição via e-mail na seção “Fale conosco” deste site.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Geoff Spriegel, Diretor de Normas Globais do BRC
Norma BRC IoP – norma global de embalagens e materiais de embalagem
A norma do BRC - British Retail Consortium - para embalagens e materiais de embalagem, elaborada em conjunto com o IoP- Institute of Packaging e outras entidades, teve a sua terceira edição publicada em 2008.
A Diretora Executiva da Food Design, Ellen Lopes, informa que a empresa “já treinou sua equipe nesta norma, tendo vários consultores prontos para auxiliar o mercado com treinamentos, consultoria, auditoria de segunda parte ou para diagnóstico, além de estarem aptos a realizar gap analysis”.
Ellen acrescenta que já apresentou palestra no Comitê de Segurança Alimentar da ABRE sobre esta norma, comparando-a com a norma ISO 22000. Até a revisão anterior, explica Ellen, “a norma era aplicável somente a embalagens de alimentos, mas nesta edição a norma ampliou sua aplicação para qualquer tipo de embalagem. Além de embalagens para alimentos, podem ser certificados em conjunto, ou separadamente, embalagens para produtos farmacêuticos, cosméticos e de higiene pessoal. Devido ao grau de exigência específico em cada setor, foram criadas três categorias diferentes, de acordo com o tipo de embalagem e o risco do produto final à saúde do consumidor".
“Com a exigência cada vez maior em relação à qualidade e segurança dos alimentos e bebidas, a embalagem tem um papel fundamental para garantir que tais requisitos cheguem até a mesa do consumidor”, destaca o consultor Ricardo Gouveia, bioquímico especializado em alimentos, com mais de 16 anos de experiência em desenvolvimento de embalagens, dos 25 anos em que trabalhou na Danone. Ele ressalta que “de nada adianta o máximo rigor na produção do alimento ou da bebida se a embalagem não for compatível com a qualidade do produto, adequada ao seu shelf life e às necessidades do consumidor. É importante frisar que se deve exigir do fornecedor da embalagem algo mais do que um simples laudo de qualidade emitido por ele. A indústria alimentícia deve fazer auditorias, exigir a adoção de normas, ou até mesmo impor suas próprias normas e técnicas ao fornecedor. As normas mais indicadas são a ISO 22000 ou a BRC IoP, sendo que a BRC IoP é mais específica para embalagens”. Finalizando, Ricardo informa que “o escopo da BRC IoP difere do escopo da ISO 22000, sendo mais amplo, por incluir qualidade, além da segurança de alimentos. Além disso, a norma prescreve a lista de requisitos de GMP para instalações e pessoal, e o interessante é que há listas diferenciadas para diferentes categorias de embalagens”.
Jornalista Responsável: Felipe Mortara - M.T.B: 52.267

Capa da norma BRC IoP (para embalagens)
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RADAR Food Design
PAS 220 e FSSC 22000
Começa a surgir demanda por duas novas normas - PAS 220 e a FSSC 22000.
A norma PAS 220 - Publicly Available Specification - foi publicada em 25 de outubro de 2008. Seu desenvolvimento foi coordenado pelo BSI – British Standards - e patrocinado pela Confederação das Indústrias de Alimentos e Bebidas da União Européia (CIAA). De acordo com o BSI, seu desenvolvimento contou com a colaboração de alguns dos maiores fabricantes de alimentos: Danone, Kraft, Nestlé e Unilever. O comitê deliberativo recebeu também o apoio do McDonald’s e de outras entidades. Embora o nome Publicly Available Specification induza a pensar que se trata de uma norma “pública”, da mesma forma que as normas do Codex Alimentarius, na verdade esta norma é comercializada pelo próprio BSI.
A intenção é que a norma PAS 220, que especifica pré-requisitos, seja usada em conjunto com a ISO 22000 para fabricantes de alimentos. De acordo com a Fundação para a Certificação de Segurança de Alimentos com sede na Holanda, essas duas normas fundamentam o esquema de certificação denominado FSSC 22000, que está sendo submetido ao GFSI- Global Food Safety Initiative para benchmarking. |
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